Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Mudar de rumo é necessário




O que pensa Filipe Viana


"Queremos utilizar o que temos de bom em Ponte de Lima, como a nossa história milenar e localização, por exemplo, e criar condições para que os naturais possam de futuro não ter de se deslocar para o exterior, a fim de garantir a sua subsistência. Como? Criando condições para que os nossos empresários se sintam apoiados. Criar condições para que outros se possam instalar cá. Isto passa, necessariamente, por uma política pró-activa e não reactiva como tem acontecido nos últimos anos.

Defendemos a criação de uma equipa para dinamizar a captação de investimentos para o concelho. Nos concelhos vizinhos, existem parques industriais preenchidos e não me consta que seja necessário efectuar limpeza de matos. A título de exemplo: temos em Lanheses um parque bem mais recente que os nossos, com taxas de ocupação bastante interessante; veja-se também os de Arcos de Valdevez, onde uma grande parte dos funcionários é oriunda do nosso Concelho.

Temos a Universidade Fernando Pessoa, Escola Superior Agrária e temos ainda bem perto daqui a Universidade do Minho. Se criarmos parcerias com estas entidades, poderemos criar um Pólo de desenvolvimento a nível tecnológico, por exemplo. Criar emprego e apoiar o ensino, eis duas das nossas linhas orientadoras. Todas as pessoas que nasçam em Ponte de Lima terão a possibilidade económica de frequentar o ensino superior, dinamizaremos o ensino profissional. Eis duas medidas concretas que aplicaremos de imediato."

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Filipe Viana fala na Assembleia Municpal

Sobre a Saúde em Ponte de Lima

Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal
Membros da Mesa
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima
Exmos Senhores Vereadores
Membros da Assembleia Municipal
Senhoras e senhores:



A nossa Constituição da República Portuguesa ainda consagra que “ todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.”

Não houvesse mais motivo para defendermos a saúde, e este seria suficiente.
A despeito disso, também a Lei das Autarquias Locais confere a esta Assembleia Municipal a competência de tomar posição perante os poderes centrais sobre todos os temas de interesse para a Autarquia: A Saúde em Ponte de Lima é, com toda a certeza, também um dos temas mais prementes no nosso concelho. Para isso, o PSD de Ponte de Lima fez esta proposta.
Na verdade, a Comissão Política de Secção do PSD de Ponte de Lima começou por ouvir diversos técnicos da área, no grupo temático da Saúde, tendo expressado a sua preocupação e estratégia em Comunicados de Fevereiro e de Abril do presente, onde denunciou a problemática das obras, a carência de recursos humanos e físicos no Hospital de Bertiandos, a falta de soluções encontradas para o envelhecimento da população, o aumento de doenças crónicas, o consumo de bebidas alcoólicas na juventude, entre outras. Também no dia 26 de Abril de 2009, dando continuidade à auscultação e preocupação que se vinha sentindo nesta área, o PSD organizou um colóquio em Refoios do Lima sobre a Saúde, com a presença de técnicos da área.
Tendo em conta o referido e sabendo que Portugal é o país onde existe falta de planeamento e de estratégia e o acesso aos cuidados de saúde é um dos piores da Europa, registe-se o Relatório ontem publicado pelo Observatório Português de Sistemas de Saúde, temos que assumir as nossas responsabilidades no sentido de inverter esta situação. Por isso, decidimos apresentar esta proposta “A saúde em Ponte de Lima” a esta Assembleia Municipal.

Em primeiro lugar têm de estar as pessoas, por isso é fundamental a criação de condições para uma prestação de cuidados de saúde de excelência para toda a comunidade. É necessário reorganizar os serviços em função de patologias! É necessário ajustar as necessidades das populações às alterações demográficas e proporcionar a resolução dos seus problemas, dado que os doentes necessitam dum serviço completo!

Sabendo que é da competência das Câmaras Municipais a prevenção da toxicodependência, propomos (ponto 1 da proposta) que sejam celebrados mais protocolos de colaboração entre a Câmara Municipal de Ponte de Lima, o IDT – Instituto da Droga e da Toxicodependência e os Agrupamentos Escolares do município, visando o desenvolvimento de competências psicossociais no sentido de promover nos alunos das escolas do município a tomada de decisão, reflectida e autonómica, perante o aliciamento de substâncias psicoactivas.

O acordo protocolar a celebrar deverá reger a colaboração mútua no âmbito da prevenção da toxicodependência, funcionando como instrumento prático e específico para ser aplicado no meio escolar, nomeadamente ao nível das intervenções preventivas na promoção da saúde.

A Prevenção é essencial, sobretudo no Meio Escolar, e tem como objectivos o desenvolvimento de estilos de vida saudáveis, a melhoria da qualidade dos espaços físicos e relacionais, a minimização dos factores de risco ligados aos comportamentos desajustados e ao uso/abuso de substâncias lícitas e ilícitas, bem como a difusão de informação adequada sobre estas temáticas.


Atendendo não só a esta problemática da toxicodependência, mas também no que diz respeito aos hábitos alimentares dos Limianos, propomos (ponto 2) que sejam promovidos encontros entre os diferentes profissionais que prestam serviços no contexto da alimentação ao serviço da autarquia limiana e/ou outras autarquias, de modo a favorecer-se a troca de experiências e a sensibilização para os cuidados da alimentação saudável e das consequências da obesidade.
Neste concernente, sugerimos a participação em Congressos na área da Alimentação e Autarquias, bem como a celebração de protocolos com a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, de modo a podermos ter apoio de nutricionistas nas cantinas das nossas escolas, desde o 1º ao 3º ciclos e ensino secundário, proporcionando ainda aos alunos a sensibilização para o consumo de sopa, legumes, fruta e menos glúcidos ou fast food (hamburguers, pizas etc).
Sendo a alimentação cada vez mais importante no seio das autarquias, em especial a alimentação escolar e social, este tipo de acção permitirá aproximar os diferentes técnicos e responsáveis envolvidos, muitas vezes dispersos pelo país, e apresentar os mais recentes avanços nesta área.

Como todos sabem, uma das nossas maiores preocupações é a Educação / Formação, tema já abordado nesta Assembleia Municipal várias vezes. Por isso, no âmbito da saúde, propomos também incentivar a implementação de programas educacionais e de intervenção relativos à sexualidade humana, toxicodependência, higiene e segurança, alimentação, promoção de estilos de vidas saudáveis, nutrição e actividade física, entre outros. Aliás, já trouxemos a esta Assembleia temas como o Desporto, o Ambiente, a Educação e Economias daí derivadas.

Consideramos que é preciso promover um estilo de vida saudável, fortalecer a autoconfiança e a auto-estima das pessoas, por isso temos que estar ao seu lado e apoiá-las no que precisam. Deve ser esta a nossa Missão, por isso propomos (ponto 3) que se proporcionem rastreios gratuitos e palestras sobre bons hábitos de saúde. Estamos plenamente convictos que é necessário garantir que o cidadão sinta que, algures, na sua retaguarda está um profissional de saúde para o ajudar. Tendo em conta que é necessário agir preventivamente, precisamos de cuidados de saúde universais de forma a abranger todos os cidadãos independentemente da sua condição económica.

Defendemos ainda a criação de um serviço de apoio aos idosos proporcionando uma melhoria da qualidade de vida aos idosos do concelho de Ponte de Lima, através da criação de condições para uma maior autonomia das pessoas no seu domicílio, apoiando o idoso em pequenas tarefas domésticas, defendemos um serviço de transportes qualificado do idoso ao Centro de Saúde; por isso propomos (ponto 4) garantir o apoio domiciliário a idosos sem retaguarda familiar, auxiliando-os em pequenas tarefas domésticas como substituir uma lâmpada, trocar um vidro partido ou até mesmo em pequenas obras nas habitações, sem esquecer o transporte do idoso ao Centro de Saúde mais próximo.

A acessibilidade do serviço, a empatia, a credibilidade, as condições logísticas, as instalações e a continuidade de prestação de serviço, bem como a capacidade de resolução de qualquer eventualidade, são peças chave para garantir a qualidade dos serviços, como consequência, propomos (ponto 5) que seja divulgada eficazmente a oferta disponível no concelho na área dos cuidados de saúde.

Por fim, é preciso sensibilizar as populações para a promoção da saúde, sendo certo que estes devem sentir-se apoiados. Não se podem sistematicamente tomar medidas lesivas da acessibilidade dos cidadãos aos cuidados de saúde e dos direitos constitucionais consignados nesta matéria. Consideramos que existe uma descoordenação política e operacional de diversas medidas, que dependem, intrinsecamente, umas das outras.
Por exemplo, reformulação dos cuidados de saúde primários, extinção das sub-regiões de saúde, desfasada da criação dos agrupamentos de centros de saúde; é necessário trabalhar em conjunto; não há reformas coordenadas, não há modelo coerente que norteie estas medidas, nem objectivos claros nesta área. Há uma disfunção resultante da falta de políticas correctas e tecnicamente fundamentadas.
Acompanhamos a criação de Unidades de Saúde Familiar (USF), onde se diz que é um projecto que proporciona maior flexibilidade funcional, mais autonomia técnica e organizacional das equipas de saúde. Maior acessibilidade do utente aos seus cuidados de saúde; trabalho em equipa e remuneração de acordo com o seu desempenho, com regras claras, nos direitos e deveres dos utentes e profissionais. São desafios…, Veremos, uma vez que os profissionais de saúde precisam de ter condições para o exercício da sua profissão. Um serviço que possua recursos humanos insuficientes, más condições par ao exercício da sua actividade, excesso de utentes, ausência de qualquer incentivo, sem trabalhar em equipa e sem participação nos processos organizativos e de decisão do serviço, origina descontentamento, desinteresse e desleixo.

Assiste-se a uma ideia fixa de “economicismo” imediato. Este Governo trata a Saúde como um Tsunami, danificando o Hospital, suspendendo serviços, deslocou profissionais, deixou gabinetes vazios, enfim, desorganizou, deslocou, desmotivou e desiludiu.
Dificultou ainda o acesso dos doentes aos cuidados de saúde, não aproveitando as capacidades hospitalares já instaladas. Nesta matéria, defendemos a reestruturação da prestação dos cuidados de saúde com capacidade já instalada, e definidas geograficamente, em espaços geográficos determinados, como sejam Freixo; Refoios; S. Martinho da Gandra, conferindo-lhe mais valências, aproveitamento de recursos e proximidade com os utentes.
Será que poupar é retirar serviços aos doentes, reduzindo recursos humanos, médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico terapêutico, porteiros, entre outros, do nosso Hospital Conde de Bertiandos?

Desde 2006 que o Hospital vai ficando mais pobre. Começou no laboratório, ao obrigar os doentes a permanecer muito tempo em jejum para serem atendidos, uma vez que diminuíram os recursos humanos.

Não vamos politizar sobre a saída Medicina Interna do nosso Hospital. Na altura certa, tomamos as medidas que entendemos convenientes, alertamos a comunicação social escrita e falada e entidades locais; fizemos chegar a nossa actualidade e as nossas preocupações aos deputados do PSD na Assembleia da República. Neste ponto, fomos informados que iriam averiguar a nossa informação, mas que a decisão tinha sido tomada ao nível local (Viana). Neste momento, aguardamos e esperamos que impere o bom senso.

Os meios complementares de diagnóstico, isto é, radiologia, análises, medicina física e de reabilitação, contribuem decididamente para a boa decisão dum diagnóstico que satisfaça as necessidades da população.
É necessário tomar medidas para que os doentes que se dirigem ao UBU (Unidade Básica de Urgência), que ainda é o caso do Hospital de Conde de Bertiandos, tenham um serviço completo: necessitam, por exemplo, de ter análises clínicas 24 horas por dia. Actualmente, sempre que o doente chega ao Hospital fora do horário de funcionamento daquele serviço e necessita de exames, aguarda no Hospital até ao dia seguinte ou terá que se deslocar a Viana do Castelo, a fim de fazer análises, e retornar a Ponte de Lima. Autêntica incoerência, a que acresce o facto do nosso hospital possuir já capacidade instalada para a resolução deste problema.
Na verdade, existem diagnósticos, que tratados a tempo, têm cura. Por isso, não esperemos.

É necessário alargar o funcionamento de serviço de medicina física e de reabilitação até às 20:00 horas. Existem excelentes condições físicas, excelentes profissionais e doentes que aguardam tratamento.

O serviço de radiologia deve fazer os exames a todos os doentes; não se admite que um exame pedido por um médico de medicina geral e familiar não possa ser feito no serviço de imagiologia do hospital. Sabemos que é uma entidade privada… Mas, os doentes têm que ir fazer os exames a Viana ou a Braga. Onde estão os serviços de proximidade?

E para terminar, quem cuida do bem-estar psicológico do cidadão? São necessários técnicos qualificados para apoiar situações de:
Aparecimento, tratamento e manutenção, designadamente, nos problemas oncológicos; adaptação de doentes que sofrem um AVC.

No nosso concelho temos várias pessoas com incapacidades, que não têm qualquer apoio. É preciso referenciar esses casos e ajudar essa realidade escondida.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Candidatos do PSD



visitam comércio tradicional


Os candidatos do PSD à Câmara e Assembleia Municipal, Dr. Filipe Viana e Dr. Paulo Morais, respectivamente, vão realizar, amanhã, dia 20 de Junho de 2009, a partir das 10.30 horas, uma visita ao comércio local do Centro Histórico de Ponte de Lima, no sentido de conhecer melhor as dificuldades que afectam os comerciantes e partilhar algumas linhas orientadoras para o sector, que vão integrar o programa do PSD nas próximas eleições autárquicas.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Reunião da Câmara Municipal de 15/06/2008

Intervenção do vereador do PSD

P.A.O.D.


Manuel Trigueiro iniciou a sua intervenção sobre as eleições europeias, reafirmando a disponibilidade dos eleitos social-democratas na defesa dos interesses da região, nomeadamente do nosso concelho.
Recomendou a limpeza de monumentos limianos (cadeia velha), questionou sobre a problemática do encerramento de alguns bares em dia de “Vaca das Cordas” e sobre a obra de instalação do bar do Arnado.
Manifestou a sua solidariedade com todos os que defendem a qualidade dos Serviços de Saúde no Hospital Conde de Bertiandos, recomendando à Câmara Municipal que não deixe de pressionar a tutela na defesa dos interesses dos limianos, pois o objectivo em retirar os profissionais de medicina interna de Ponte de Lima, é acabar com o internamento no hospital no curto prazo.
Solicitou informação sobre o estudo de impacto ambiental relativo ao TGV, questionando se à Câmara Municipal alguma vez foi solicitado parecer quanto ao trajecto Porto – Vigo.
Perguntou se as câmaras de vídeo existentes nos candeeiros da zona histórica têm registo de som e se tal facto está autorizado pela Comissão Nacional de Protecção de Dados.
Insistiu mais uma vez na necessidade de repor o pavimento convenientemente na rua Conde de Bertiandos, assim como a repavimentação da rua Cassiano Baptista.
Referindo-se às obras da zona histórica, solicitou informação sobre projecto das mesmas e sobre a concordância entre o projectado e o executado, nomeadamente no areal.
Por fim referiu alguns casos sociais a merecer apoio e atenção por parte da Câmara Municipal.


Ordem do Dia


Manuel Trigueiro votou favoravelmente as propostas apresentadas no âmbito da “Ponte Amiga”, os apoios solicitados pelas Juntas de Freguesia de Vitorino de Piães, Freixo, Gemieira, Gaifar, Boalhosa, Anais, Friastelas, Cabração, Estorãos, Moreira do Lima, Facha, Calvelo e Seara.
O vereador social-democrata votou ainda favoravelmente os apoios solicitados pelo Rancho Folclórico da Correlhã, Associação Cultural e Desportiva de Calheiros e Centro Paroquial e Social de Beiral do Lima. Aprovou o protocolo com as Associações de Estudantes e Grupos de Teatro, o projecto do parque radical, a aquisição de terreno para o Município, as normas de utilização do Albergue dos Peregrinos e o protocolo geral de cooperação com a Fundação de Ensino e Cultura Fernando Pessoa relativo à edição de um atlas ambiental.

Respostas do Presidente da Câmara

• Nunca foi solicitada opinião à Câmara Municipal sobre o traçado do TGV Porto – Vigo;
• Sobre a obra do Arnado lamentou a posição da Confraria de Santo António, dizendo que nunca interferiram com nada ao longo dos anos e vêem agora, indevidamente, dizer que são os donos do espaço.
• Sobre os bares afirmou que a questão foi com as cervejarias, não compreendendo contudo a sua posição, pois já no passado beneficiaram do que agora contestam. A Câmara apenas apoiou e bem as instituições “A.D. Os Limianos” e a “E.D.L.”.
• Afirmou haver total concordância entre o projecto de remodelação da zona histórica e as obras executadas, afirmando nomeadamente que o areal é propriedade da Câmara Municipal. O prolongamento da rampa já existente, foi executado de forma simples e leve de maneira a que qualquer intervenção de natureza arqueológica possa ser realizada com facilidade e não haja desperdício de custos.
• Por fim referiu que as câmaras de vídeo não estão ligadas, pois para isso têm de ser licenciadas pelo Ministério da Administração Interna. É o MAI que solicita parecer à Comissão Nacional de Protecção de Dados.