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Família, Escola e Trabalho


O debate subordinado ao tema “Família, Escola e Trabalho”, que ocorreu no auditório Municipal de Ponte de Lima, no passado dia 10 de Outubro, contou com a presença de cerca de 100 pessoas.
A iniciativa, organizada pela Comissão Política de secção do PSD local, teve como orador António Pinheiro Torres, advogado, membro da Associação “In Família”, “Associação Portuguesa de Famílias Numerosas” e da “Associação Ajuda de Berço”, bem como deputado que foi da Assembleia da República na IX Legislatura.
A sessão começou com recurso a material audiovisual, tendo sido apresentado no seu início “O Inverno Demográfico”, um trailler feito por cientistas sociais, e, de acordo com o orador, estes estudiosos da Ciência Política apresentam o trágico desaparecimento da pessoa humana, ou seja, “o declínio da família humana”, que implica um colapso económico.
Ao abordar a Família, António Pinheiro Torres declarou que a estabilidade do laço do casamento é fundamental na sociedade, dado que a família implica a transmissão de regras e comportamentos. Afirmou que a desestruturação da família provoca o declínio da população e consequentemente a pobreza, tendo declarado que a degradação do conceito de família implica mais insegurança e mais criminalidade. “Em Portugal, caminhamos alegremente neste sentido”, disse, tendo apontado como causas para a diminuição da população a nova lei do divórcio, a lei do aborto e a recente defesa do casamento de homossexuais.
Numa alusão ao divórcio, disse que a nova lei remete para um caminho que nos conduz a um resultado social “preocupante e gravoso”. Considerou o aborto um “drama que continua e permanece”, tendo declarado que é preciso não parar de lutar contra ele. Neste contexto, revelou que a escravatura foi um direito nos Estados Unidos da América, mas, entretanto, dentro da legalidade democrática, acabou, porque alguém lutou para que terminasse. Relativamente à homossexualidade, defendeu que a questão é do foro íntimo de cada um. Neste âmbito, referiu, a título de exemplo, que matérias como os direitos patrimoniais e o imposto sucessório devem ficar garantidos no direito civil, o que não implica, forçosamente, o casamento entre homossexuais.
Numa alusão à educação, referiu que o grande problema é a falta de liberdade que os pais sentem para educar os filhos, pois estes têm a escola que o estado fornece. Salientou que o serviço público é o direito à educação, no entanto, concluiu que “não há concorrência entre o público e o privado”.
Este debate, moderado pelo presidente da comissão política de secção de Ponte de Lima do PSD, Dr. Filipe Viana, foi encerrado pelo Eng.º Manuel Trigueiro, em representação da Comissão Política Distrital do PSD.

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