Maioria chumba, com a abstenção do vereador do M51, mais uma proposta de ambito social apresentada pelo PSD
PROPOSTA
Face ao nível de pobreza que atinge parte da população do concelho de Ponte de Lima, o acesso aos
cuidados de saúde torna-se restritivo e nalguns casos impeditivo. Em tempo oportuno apresentei uma
proposta para comparticipação na aquisição de medicamentos que não mereceu a aprovação da maioria,
neste executivo. Entretanto, ninguém poderá ignorar, que tal proposta serviu de mote para alguns
municípios avançarem nesse sentido e aprovarem tal medida.
Particularmente, sublinho a tónica acentuada em cerimónias oficiais, pelo Sr. Presidente da Câmara de
Ponte de Lima, que diz: “Este apoio só é possível devido à disponibilidade financeira do Município”.
Ora, as minhas propostas de âmbito social que têm merecido a reprovação da maioria, têm propostas
similares sido aprovadas e executadas por outros municípios que estão em recuperação financeira e que
por isso não gozam da dita disponibilidade financeira. Contudo, essas aprovações e execuções não são
impeditivas de darem continuidade à recuperação financeira programada.
Daqui se conclui que o apoio social e uma política social consistente, capaz de dar resposta às necessidades
da população, é uma questão apenas de opção política.
Em Ponte de Lima, a política social do Município está muito aquém do esperado. A maioria responde com
passividade à situação de crise social e financeira das famílias limianas.
O Município, nos últimos anos, não
procurou, não soube ou não quis, aprofundar a sua política de modo a dar respostas eficazes às situações
de pobreza extrema, de miséria e de carência alimentar e material.
O acesso aos cuidados de saúde na área de estomatologia está vedado a elevado número de limianos que
não têm capacidade financeira para se deslocar ao médico dentista. Esta realidade é constatada
diariamente por todos e todos sabemos o custo elevado de algumas intervenções. As doenças orais são um
problema de saúde pública.
O Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral prevê a atribuição do
cheque-dentista que responde a algumas situações mas que não abrange a necessidade de próteses. Além
disso carece da validação dos serviços.
Deste modo, proponho que o Município promova a Saúde Oral, envolvendo os médicos dentistas
aderentes, comparticipando ou suportando tratamentos preventivos, restaurações, extrações, alisamentos
radiculares, desvitalizações e colocação de próteses a pessoas comprovadamente carenciadas.
Para o efeito deve destacar uma verba de 80.000 €/ano, absolutamente possível dada “a disponibilidade
financeira do Município.”
O Vereador do PPD/PSD, Manuel Pereira da Rocha Barros
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