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Presença de um médico de medicina interna no Serviço de Urgência de Ponte de Lima


O PSD solicitou, na última reunião da Assembleia Municipal de Ponte de Lima, o envio de uma comunicação à Administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho a pedir a presença de um médico de medicina interna no Serviço de Urgência.

Venho aqui falar de um grave problema que está a decorrer no Serviço de urgência do Hospital Conde de Bertiandos, que desde o passado dia 1 de agosto deixou de ter um médico de medicina interna a acompanhar a equipa médica de Urgência.
De facto, até julho de 2016, a equipa de urgência era composto por dois Médicos de Triagem Geral e um Médico de Medicina Interna sendo que os doentes mais graves eram triados diretamente para este, procedendo o mesmo a observação, estabilização e eventualmente internamento desses doentes.
Acrescia a este trabalho os doentes que os outros dois Médicos de Triagem Geral achassem que deviam ser observados pelo Médico de Medicina Interna. Todos os doentes que se dirigiam ao serviço de urgência básico do Hospital Conde de Bertiandos de Ponte de Lima e necessitavam de apoio da especialidade de medicina interna aram aí apoiados e se se justificasse aí também internados.
A partir daquela data de 1 de agosto e, portanto, neste momento, a equipa de urgência em presença física passou a  ser composta exclusivamente por 3 elementos Médicos de Triagem Geral, sem medicina interna. Estes Médicos avaliam todos os doentes e aqueles que  estiverem estáveis e com critérios de internamento é contactado via  telefone o Médico de Medicina Interna (que está no hospital) e que  reavalia os doentes e decide o internamento em Ponte de Lima, sem que, no entanto, se responsabilize pelos mesmos.
Ora, tendencialmente, os doentes passam, e já estão mesmo, a ser encaminhados para o Serviço de Urgência Hospital de Viana do Castelo que, mesmo com o eventual apoio dos poucos médicos do HCB que ainda fazem urgência, não tem objetivamente capacidade de resposta nem ao nível da urgência nem ao nível das estruturas de internamento.Assim e para que se perceba, além da espera pelo atendimento no Hospital de P. Lima, os doentes que tenham de ser internados, terão posteriormente de ser transferidos para o serviço de urgência de Viana do Castelo para serem observados por MI, onde terão novamente de esperar pela sua vez, e caso tenham, então, de ficar internados, regressam ao Hospital de Ponte de Lima, situação que jamais se colocou antes desta alteração.
Estamos perante uma situação de diminuição da qualidade do serviço de urgência, com enormes prejuízos para os doentes, para Ponte de Lima e toda a população que serve.
De facto, o Hospital Conde de Bertiandos serve uma população de cerca de 87.500 habitantes, correspondendo à sua área de atração, os concelhos de Ponte de Lima, Ponte da Barca, Paredes de Coura e Arcos de Valdevez. A especialidade de Medicina Interna é, e sempre foi, a área nuclear da atividade do Hospital, repartindo a sua ação pelas consultas externas, hospital de dia, urgência e internamento.
Os dois serviços de internamento de Medicina possuem uma lotação oficial de 44 camas tendo sido internados 916 doentes durante o 1º Semestre de 2016. A taxa média de ocupação destes serviços tem, como habitualmente, ultrapassado largamente os 100%. Convém aqui referir que a porta de entrada da quase totalidade destes doentes é o Serviço de Urgência cujas equipas tinham então um médico de MI escalado durante as 24h dos sete dias da semana, o que agora não sucede.
Aos poucos a especialidade de Medicina Interna vai sendo esvaziada em Ponte de Lima.A solução passa, inevitavelmente, por manter a capacidade operacional do HCB nos moldes em que tem funcionado assumindo o CA da ULSAM que do ponto de vista estratégico é importante manter a MI integrando a equipa de urgência, não permitindo a degradação da capacidade técnica no internamento.
Esta AM não pode permitir a continuação desta degradação dos SUB de Ponte de Lima e ficar de braços cruzados ao vermos Ponte de Lima a perder sempre e mais uma vez a qualidade dos seus serviços e pondo em causa os superiores interesses da coletividade, razão pela qual proposto a esta AM, convidando o executivo camarário e o seu presidente a associar-se, que se envie imediatamente uma comunicação ao Concelho de Administração da ULSAM, com o seguinte teor:

“A Assembleia Municipal exige que, com a máxima celeridade, sejam tomadas pelo CA da ULSAM todas as diligências necessárias à manutenção da cobertura à urgência do Hospital Conde de Bertiandos por parte da especialidade de Medicina Interna vigente anteriormente a 1 de Agosto de 2016, isto é, presença de pelo menos um médico de MI na urgência durante as 24h durante todos os dias da semana. Só assim será possível manter o nível de diferenciação da urgência tal como a conhecemos e assegurar a ponte obrigatória que se pretende viva e atuante para os serviços de internamento da especialidade.
Conhecendo as dificuldades por que passa o serviço de Medicina Interna no que respeita a horas disponíveis para a cobertura total das escalas do serviço de urgência, a AM sugere que se envidem todos os esforços para que as horas em falta possam ser supridas com recurso a contratação de médicos MI especificamente para esse efeito. Em defesa dos reais interesses, e legítimos direitos, da população limiana, a AM assim o exige”
Ponte de Lima, 17 de setembro de 2016.
P´lo PSD, o Membro Eleito, Natália Tavares Lima.

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