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“Temos de apontar caminhos diferentes, isso é que nos há de dar a vitória”



O vice-presidente do PSD explicou, no Cartaxo, quatro equívocos que merecem, da parte do PSD, “um trabalho intenso”. Destacou que o atual primeiro-ministro não está a fazer reformas importantes para o País e que Mário Centeno tem contribuído para o aumento de impostos. Cabe, portanto, ao PSD desenvolver uma alternativa credível.

“Precisamos de desfazer alguns equívocos que estão entranhados na sociedade portuguesa”, disse o vice-presidente do PSD, Castro Almeida, este sábado nas Jornadas Distritais de Formação Autárquica que decorreram no Cartaxo. Referindo-se às próximas eleições, destacou a necessidade de todos os militantes e dirigentes do PSD desenvolverem um “trabalho intenso” nesse sentido.

Castro Almeida começou por enunciar que é necessário “rejeitar qualquer comparação que este Governo pretenda fazer” entre 2018 e os anos da governação anterior. “É desonesto” fazê-lo, disse. Segundo afirmou, não se pode “comparar um Governo que recebe um país a crescer” com um Executivo que encontrou um país em dificuldades.

O segundo equívoco apresentado pelo vice-presidente do PSD tem que ver com “esta ideia de que Mário Centeno é um caso de sucesso”. Recordando que o Governo anterior conseguiu baixar o défice de 11% para 3% em quatro anos, lembrou que o atual apenas baixou “um ponto percentual por ano”. E assinalou, ainda, o “aumento de impostos” e o “corte brutal no investimento” registados com a atual solução governativa.

Para o social-democrata importa, igualmente, desmistificar a ideia de que “a situação económica está a correr bem”. Recordou, assim, que nos 27 países da União Europeia, “estamos no lugar 24”. “E vende-se a ideia de que a economia portuguesa está a correr bem”, observou, acrescentando: “é de facto não ter ambição”. Por isso, defendeu que Portugal necessita de “uma nova ambição” e “sentido de exigência”.

“António Costa merece perder as eleições”

O quarto equívoco está, de acordo com Castro Almeida, relacionado com a ideia de que “António Costa já ganhou as eleições”. “Temos ano e meio para mudar isto”, salientou.

Quis, neste sentido, dizer que o atual primeiro-ministro tanto pode vencer, como perder as próximas eleições. “Que medidas tomou o Governo de António Costa para o crescimento económico?”, perguntou para, logo, referir: “o Dr. António Costa merece perder as eleições, não está a fazer reformas importantes”.

Argumentando que Portugal “está a perder tempo”, o vice-presidente do PSD afirmou: “nós temos condições de ganhar as eleições, mostrando ao País que temos soluções alternativas”. E continuou: “temos de apontar caminhos diferentes, isso é que nos há de dar a vitória”.

Conselho Estratégico Nacional: “Formular propostas políticas” que os portugueses entendam

De acordo com Castro Almeida, o presidente do PSD tem adotado a estratégia correta, na medida em que começou “do princípio”. Referindo-se ao Conselho Estratégico Nacional, explicou que consistirá num “grupo muito grande pessoas, do PSD e amigos do PSD, que vão trabalhar no País todo, nas diferentes áreas temáticas, pensar problemas e soluções”, a fim de que se possa “formular propostas políticas” que os portugueses entendam.

O vice-presidente do PSD quis, ele próprio formular uma questão: “Se o Governo é tão mau porque é que estão a negociar com ele?”. Castro Almeida foi claro ao referir que as negociações estão a decorrer “com o Governo de Portugal” e visam o “interesse do País”. É, neste sentido, que o PSD entende que não se deve pôr “de fora”. Referiu-se, desta forma, há importância de articular posições e de uniformizar discurso “para convencer a União Europeia a dar o máximo a Portugal”. E lembrou que o acordo será assinado pelo próximo Executivo.

Castro Almeida quis, no âmbito das jornadas, destacar que “um grande partido que quer liderar o País tem de ter uma sólida base autárquica”. Assinalou que, para vencer eleições, importa uma boa preparação, pelo que esta iniciativa do PSD Distrital de Santarém e do PSD Cartaxo merece reconhecimento. Disse, ainda, que “para quem gosta do serviço público não há melhor lugar” do que o de presidente de câmara.

* Povo Livre n.º 2010 de 11 de abril de 2018

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